segunda-feira, julho 26, 2010

O fim das contas


Em dias como os nossos o melhor a fazer é calçar sapatos confortáveis e tomar um banho que dure o quanto durar seu disco favorito na vitrola, o sabonete de mais atraente da farmácia e a resistência do seu chuveiro. É o suficiente para chorar a vaidade dos homens e a indiferença de todos com quem dividimos o assento do ponto, do ônibus, do cinema, do bar, da praça de alimentação. Tudo demasiadamente refrigerado.



O advento do ar-condicionado talvez seja responsável pelo não-coração.




2 comentários:

Eu Hein Natasha disse...

O esfriamento das mãos e dos pés tb é perceptível nos corações.
Mas ainda consigo enrubescer...

filia sun libertatis disse...

Então há salvação!!
Hahaha!!
Enquanto existirem os loucos de amor e os caras de pau, existirá esperança!